António Manuel Ribeiro de Magalhães
'O bom rebelde, sonhador, idealista... sempre a lutar contra a monotonia.'


António Manuel Ribeiro de Magalhães (NAIA)
Pedreira, Felgueiras, 1956 – Guimarães, 2024
António Manuel Ribeiro de Magalhães, licenciado em Artes Plásticas e Intermédia pela Escola Superior Artística do Porto, é conhecido artisticamente como NAIA e,
na escrita, como Berto da Vinha.
Destacou-se desde muito jovem, expondo aos 14 anos no “Staminé”,
em Felgueiras. Ao longo da sua vida, participou em inúmeras exposições individuais e coletivas em Portugal e Espanha. A sua obra dialogou com artistas de referência como Artur Buai, Jerónimo, Júlio Quaresma, Manuela Pinheiro, Noronha da Costa, Susan Harrison, Carlos Lança, Evelina Coelho, Xico Lucena, Cuttleiro e Pé Curto.
A sua obra percorre um território vasto, do figurativo ao abstrato. Explorava técnicas e
materiais diversos — pintura, desenho, escultura, instalação, colagem e textura — com a mesma liberdade com que abordava temáticas de dimensão social,
política e humana.
Assinando como NAIA desde 1993, e também como Berto da Vinha na escrita — autor do romance A Mulher Cisne Que Queria Ser Pata.
António, foi um homem de múltiplos talentos, participou ativamente em associações culturais e gastronómicas, envolveu-se no teatro e foi presença assídua no
associativismo local, sempre fiel à ideia de que a cultura é um bem comum. Mas, acima de tudo, foi pai, marido e avô — um homem de afetos, cuja
generosidade e sensibilidade transbordavam da vida para a arte, e da arte para todos que com ele se cruzaram.